Saúde
As cardiopatias
congénitas afectam 40% (30-60%) destas crianças
(defeitos do septo e tetralogia de Fallot). São as
principais causas de morte das crianças com este
síndroma. No entanto, se forem corrigidas, a
esperança de vida destas crianças é bastante
elevada.
A afecção do foro
gastroenterológico mais frequente é a atrésia
duodenal, mas também aparecem a estenose pilórica, a
doença de Hirschsprung e as fístulas
traqueo-esofágicas. A incidência total de
malformações gastroenterológicas é de 12%.
3% destas crianças têm
cataratas congénitas importantes que devem ser
extraídas precocemente. Também são mais frequentes
os glaucomas.
A hipotonia é muito
frequente no recém-nascido, o que pode interferir
com a alimentação ao peito. Normalmente a
alimentação demora mais tempo e apresenta mais
problemas devidos à protrusão da língua. A
obstipação é mais frequente devido à hipotonia da
musculatura intestinal.
O hipotireoidismo
congénito é mais frequente nas crianças com
trissomia 21.
A laxidão das
articulações e a hipotonia combinadas podem aumentar
a incidência de luxação congénita da anca embora
esta alteração seja rara. As convulsões são mais
frequentes, com incidência de 10%.
A imunidade celular
está diminuída, pelo que são mais frequentes
determinadas infecções, como as respiratórias.
Habitualmente têm hipertrofia dos adenóides e das
amígdalas. Há uma maior incidência de leucemias.
São muito frequentes
as alterações auditivas nestas crianças devido a
otites serosas crónicas e os defeitos da condução
neurosensorial.
Há uma grande
controvérsia sobre a instabilidade atlantoaxial.
Radiologicamente, 15% ou mais dos casos apresentam
evidência deste facto, mas há muito poucas crianças
com problemas neurológicos associados.
Há um atraso no
crescimento com tendência para a obesidade.
Os dentes tendem a ser pequenos e espaçados
irregularmente.
Existem evidências de menor incidência de cancro;
isto tem levado a pesquisas que sugerem que os genes
que combatem o cancro estão no cromossoma 21.
Tratamento
Um bebê com a
Síndrome. Repare na diferença da cor de seu olho
esquerdo para seu olho direito.Vários aspectos podem
contribuir para um aumento do desenvolvimento da
criança com síndrome de Down: intervenção precoce na
aprendizagem, monitorização de problemas comuns como
a tiróide, tratamento medicinal sempre que
relevante, um ambiente familiar estável e condutor,
práticas vocacionais, são alguns exemplos. Por um
lado, a síndrome de Down salienta as limitações
genéticas e no pouco que se pode fazer para as
sobrepor; por outro, também salienta que a educação
pode produzir excelentes resultados
independentemente do início. Assim, o empenho
individual dos pais, professores e terapeutas com
estas crianças pode produzir resultados positivos
inesperados.
As crianças com
Síndrome de Down frequentemente apresentam redução
do tônus dos órgãos fonoarticulatórios e,
consequentemente, falta de controle motor para
articulação dos sons da fala, além de um atraso no
desenvolvimento da linguagem. O fonoaudiólogo será o
terapeuta responsável por adequar os órgãos
responsáveis pela articulação dos sons da fala além
de contribuir no desenvolvimento da linguagem.
Os cuidados com a
criança com S.D. não variam muito dos que se dão às
crianças. Os pais devem estar atentos a tudo o que a
criança comece a fazer sozinha, espontaneamente e
devem estimular os seus esforços. Devem ajudar a
criança a crescer, evitando que ela se torne
dependente; quanto mais a criança aprender a cuidar
de si mesma, melhores condições terá para enfrentar
o futuro. A criança com S.D. precisa participar da
vida da família como as outras crianças. Deve ser
tratada como as outras, com carinho, respeito e
naturalidade. A pessoa com S.D. quando adolescente e
adulta tem uma vida semi-independente. Embora possa
não atingir níveis avançados de escolaridade pode
trabalhar em diversas outras funções, de acordo com
seu nível intelectual. Ela pode praticar esportes,
viajar, frequentar festas, etc.
História
Durante vários anos,
os pais de crianças com Síndrome de Down recebiam a
recomendação de entregar as crianças a instituições,
que passariam a cuidar delas (pela vida toda)
Na Segunda Guerra
Mundial, pessoas com qualquer tipo de deficiência
(física ou mental) foram exterminadas pelos
nazistas, no programa chamado Aktion T4.
Atualmente, estima-se
que entre 91% e 93% das crianças detectadas com
Síndrome de Down antes do parto sejam abortadas
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disponível online:
http://www.down-syndrome.info/library/dsii/01/01
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