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Recomenda-se a
utilização de 20 a 60 mg/dia, via oral, para a
maioria das substâncias ISRS, dose esta que pode ser
em uma única tomada, devido sua meia-vida mais
longa. A Nefazodona, Fluvoxamina e Sertalina são
ministrados em doses maiores.(saiba mais visitando a
pág. das substâncias)
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ANTIDEPRESSIVOS INIBIDORES SELETIVOS DA
RECAP. SEROTONINA |
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Nome do Sal |
Nome Comercial |
Apresentação |
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CITALOPRAM |
Cipramil |
cp. 20 mg |
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FLUOXETINA |
Deprax
Eufor
Fluxene
Nortec
Prozac
Verotina |
cp. 20 mg
cp. 20 mg
cp. 20 mg
cp. 20 mg
cp. 20 mg
cp. 20 mg |
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FLUVOXAMINA |
Luvox |
cp. 100 mg |
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NEFAZODONA |
Serzone |
cp. 100-150 mg |
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PAROXETINA |
Aropax
Pondera |
cp. 20 mg
cp. 20 mg |
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SERTRALINA |
Novativ
Zoloft |
cp. 50 mg
cp. 50 mg |
Os objetivos
principais do tratamento do transtorno de pânico com
ISRS são reduzira intensidade e a freqüência de
ataques de pânico, reduzir a ansiedade antecipatória
e tratar sintomas depressivos, freqüentemente
associados. Geralmente uma terapia eficaz com ISRS
também leva à redução da fobia, responsável pela
esquiva dos pacientes de situações potencialmente
"perigosas" ao seu pânico. Normalmente isso se
consegue mais eficazmente somando-se à
farmacoterapia também uma terapia
cognitivo-comportamental.
Farmacoterapia
do transtorno de pânico com ISRS
Vantagens
Mínimo potencial de abuso e/ou dependência
Efetividade em diversos transtornos ansiosos
Efetividade na depressão secundária ou
co-mórbida
Grande segurança de uso (envenenamento)
Maior adesão ao tratamento (tolerabilidade)
Desvantagens
Efeitos colaterais (anticolinérgicos,
principalmente paroxetina)
Início de ação protraído, entre 4 e 8 semanas
Disfunção sexual (diminuição do desejo)
Metabólito ativo da fluoxetina pode se acumular
em doses altas
Interações medicamentosas potencialmente
perigosas
Piora inicial acentuada do transtorno de pânico
a) Fluvoxamina
Foi uma das primeiras drogas ISRS a ser estudada
para o tratamento do transtorno de pânico. A
fluvoxamina mostrou-se mais eficaz que placebo e
pelo menos tão eficaz quanto antidepressivos
tricíclicos, notadamente a clomipramina, numa série
de estudos comparativos. Os efeitos colaterais são
similares a todos ISRS, com pouca incidência de
efeitos anticolinérgicos, ganho de peso e sedação,
porém com náusea, diarréia e retardo orgásmico.
b) Fluoxetina
A Fuoxetina, entre os ISRS, é o fármaco mais
utilizado no tratamento dos transtornos de ansiedade
e aquele com maior experiência acumulada no
transtorno de pânico. Apesar de ser a medicação mais
utilizada no transtorno de pânico, há apenas poucos
estudos publicados sobre sua eficácia nesse quadro.
Resultados de um estudo controlado, multicêntrico
comparando duas doses de fluoxetina (10 e 20 mg/dia)
com placebo administrado de forma duplo-cega, foram
apresentados recentemente. Esse estudo encontrou uma
eficácia maior na dose de 20 mg/dia, enquanto a dose
de 10 mg assemelhava-se ao placebo.
Em outro estudo, 44%
dos pacientes não toleraram os efeitos colaterais da
droga em doses maiores que 20 mg/dia, sendo que 8
dos 9 indivíduos não-responsivos saíram do estudo
por intolerância à medicação. Isto significa que,
embora a fluoxetina produza bons efeitos antipânico,
o tratamento deve ser feito com doses iniciais
bastante baixas. Uma ressalva importante à
fluoxetina é a possibilidade de ocorrência de
interações medicamentosas relevantes, especialmente
em pacientes mais idosos e submetidos a
poli-medicação.
c) Sertralina
Existem alguns estudos controlados de eficácia da
sertralina no transtorno de pânico. De um modo
geral, tem sido observada eficácia similar à da
fluoxetina e da fluvoxamina, porém com
características farmacocinéticas favoráveis, com boa
relação entre dose e nível sérico e menor risco de
interações farmacológicas potencialmente graves.
Nos estudos acima, os
efeitos colaterais mais observados com o uso da
sertralina foram o retardo na ejaculação e boca
seca, além dos comuns ao grupo dos ISRS.
d) Paroxetina
Existem estudos avaliando a eficácia da paroxetina
em pacientes com pânico, fazendo desta, uma das
medicações melhor estudada. Trata-se de estudos, na
sua grande maioria europeus, preocupados com a
eficácia em tempo breve de tratamento e com a
tolerabilidade e efeitos a longo prazo.
Estudos mostram que a
incidência de efeitos colaterais intoleráveis foi
estatisticamente superior no grupo que usava
clomipramina, se comparados com o placebo e com a
paroxetina. O placebo e a paroxetina não
apresentaram diferenças significantes em relação aos
efeitos colaterais. Este estudo mostra que mesmo um
ISRS com maior incidência de efeitos muscarínicos
(como é a paroxetina) apresenta melhor
tolerabilidade que um tricíclico convencional (clomipramina).
e) Citalopram
Trata-se de um fármaco com ampla utilização na
Europa, assim como a fluvoxamina, para tratamento do
Pânico. Farmacologicamente o citalopram é, entre os
ISRS, um dos mais seletivamente serotoninérgicos,
propriedade que é utilizada freqüentemente em
estudos experimentais. Tem sido investigada sua
eficácia nos transtornos de ansiedade, entretanto
faltam ainda estudos independentes realizados fora
da Escandinávia. Existem relativamente poucos
estudos do citalopram no transtorno de pânico.
Há uma boa melhora nos
sintomas de pânico com o uso do citalopram depois de
8 semanas de tratamento e na manutenção destes
indivíduos em seguimento por 15 meses.
Num estudo controlado de 475 pacientes em um estudo
multicêntrico de doses variáveis de citalopram
(10-60 mg), comparado com clomipramina e placebo,
concluiu-se, a partir desse estudo, que doses de
10-15 mg de citalopram não tinham ação superior à do
placebo e doses entre 20 e 60 mg eram clinicamente
eficazes, sendo a dose mais conveniente a de 20-30
mg (efeito equivalente ao da clomipramina).
Quanto à relação entre
eficácia e tolerabilidade, o que se observou foi uma
maior incidência de efeitos colaterais relacionados
ao uso de clomipramina que do grupo do citalopram. O
seguimento de 279 desses pacientes por um ano
mostrou que citalopram, na dose de 20 a 60 mg/dia,
apresentou boa eficácia no controle de ataques de
pânico, além de tolerabilidade e segurança adequadas
para uso a longo prazo.
Antidepressivos Atípicos
São os antidepressivos que não se caracterizam como
Tricíclicos, como ISRS e nem como Inibidores da
MonoAminaOxidase (IMAOs). Alguns deles aumentam a
transmissão noradrenérgica através do antagonismo de
receptores a2 (pré-sinápticos) no sistema nervoso
central, ao mesmo tempo em que modulam a função
central da serotonina por interação com os
receptores 5-HT2 e 5-HT3 , como é o caso da
Mirtazapina. A atividade antagonista nos receptores
histaminérgicos H1 da Mirtazapina é responsável por
seus efeitos sedativos, embora esteja praticamente
desprovida de atividade anticolinérgica.
Outros atípicos são
inibidores da recaptação de Serotonina e
Norepinefrina simultaneamente, alguns inibindo
também, a recaptação de dopamina. É o caso da
Venlafaxina, da Mirtazapina. Também estão aqui os
inibidores da reacaptação da Norepinefrina
(Noradrenalina), como é o caso da Reboxetina.Essa
droga também reduz a sensibilidade dos receptores.
beta-adrenérgicos, inclusive após administração
aguda, o que pode sugerir um início de efeito
clínico mais rápido.
Alguns atípicos, como
é o caso da Tianeptina, embora sejam
serotoninérgicos, não inibem a recaptação da
Serotonina no neurônio pré-sináptico mas, induzem
sua recaptação pelos neurônios da córtex, do
hipocampo e do sistema límbico.
A eficácia dos
antidepressivos atípicos para o tratamento da
Síndrome do Pânico tem sido comparável à dos ISRS. A
Amineptina, juntamente com a Tianeptina, são
atípicos que ainda não têm sido indicados para
tratamento da Síndrome do Pânico.(saiba mais
visitando a pág. das substâncias)
|
ANTIDEPRESSIVOS ATÍPICOS |
|
Nome do Sal |
Nome Comercial |
Apresentação |
|
AMINEPTINA |
Survector |
cp. 100 mg |
|
VENLAFAXINA |
Efexor |
cp. 37,5 e 75
mg |
|
MIRTAZAPINA |
Remeron |
cp. 30 e 45 mg |
|
TIANEPTINA |
Stablon |
dr. 12,5 mg |
|
RIBOXETINA |
Prolift |
cp 4 mg |
|
FLUVOXAMINA |
Luvox (breve) |
|
Benzodiazepínicos
(Ansiolíticos)
Os benzodiazepínicos, ansiolíticos, por terem rápido
início de ação, podem ser usados para tratar ondas
de ansiedade ou crises de Pânico antecipatório. No
entendimento da maioria dos psiquiatras, os
ansiolíticos podem ser ótimos coadjuvantes do
tratamento, principalmente enquanto os
antidepressivos ainda não fizeram seu efeito
esperado. Entretanto, embora em alguns casos esses
ansiolíticos sejam, praticamente indispensáveis,
eles teriam mais um efeito sintomático que curativo.
Por causa dessa
atuação sintomática, muitos pacientes confunde o uso
dos ansiolíticos prescritos pelo médico como se
fossem indicados na modalidade "se necessário". Isso
não pode acontecer. Quando prescritos, apesar de
sintomáticos eles podem ser imprescindíveis,
portanto, devem ser tomados em doses diárias
regulares, conforme a prescrição. A maioria dos
médicos têm o maior interesse em suspendê-los tão
logo sejam desnecessários.
O risco mais grave com
esta classe de medicamentos é o da dependência.
Sintomas de abstinência ou uma recorrência dos
sintomas de Pânico durante a diminuição abrupta da
droga são um risco do tratamento a longo
prazo.(saiba mais visitando a pág. das substâncias).
As propriedades
sedativas dos benzodiazepínicos são facilmente
reconhecidas, como a inibição da resposta emocional
excessiva a estímulos normais, bem como a redução da
resposta emocional apropriada a estímulos
excessivos. Revisões extensas sobre as propriedades
clínicas dos benzodiazepínicos e sua eficácia no
tratamento dos transtornos ansiosos foram realizadas
recentemente. Autores têm demonstrado que os
benzodiazepínicos ainda são as drogas mais
eficientes para o tratamento de diversos quadros
ansiosos. Entre estes, destaca-se sua eficácia no
tratamento do Transtorno de Pânico.
Entre os
benzodiazepínicos, o alprazolam tem sido estudado
mais extensamente e mais utilizado que outros
benzodiazepínicos . A dose usual do alprazolam é de
2-3 mg dividida em 3 ou 4 tomadas, chegando-se a uma
dose média de 5 a 6 mg/dia.
Vantagens e
desvantagens da farmacoterapia com
benzodiazepínicos.
Vantagens
Início rápido de ação
Efetividade em diversos transtornos ansiosos
Melhora concomitante do sono
Poucos efeitos colaterais
Poucas Interações farmacológicas potencialmente
sérios
Desvantagens
Efeitos colaterais no SNC podem ser sutis (ex.
astenia e depressão)
Ausência de efeitos antidepressivos
Metabólitos ativos de alguns fármacos podem
acumular-se em pacientes idosos ou enfermos (hepatopatas)
Potencial para abuso e dependência
O clonazepam, um
benzodiazepínico com perfil farmacodinâmico similar,
porém com meia-vida de eliminação mais longa e,
portanto, com menor risco para abuso, dependência e
ansiedade rebote, também tem sido estudado com
eficácia similar. A dose usual do clonazepam é de 1
a 2 mg por dia, divididos em 1 ou 2 tomadas diárias.
|
Nome do
Sal |
Comercial |
Nome do
Sal |
Comercial |
|
ALPRAZOLAM |
Frontal
Tranquinal |
CLORDIAZEPÓXIDO |
Psicosedim |
|
BROMAZEPAM |
Brozepax
Deptran
Lexotam
Nervium
Novazepam
Somalium
Sulpam |
CLOXAZOLAM |
Elum
Olcadil |
|
BUSPIRONA |
Ansienon
Ansitec
Bromopirim (assoc.)
Brozepax
Buspanil
Buspar |
DIAZEPAM |
Ansilive
Calmociteno
Diazepam
Diazepan
Kiatriun
Noam
Somaplus
Valium |
|
CLOBAZAM |
Frizium
Urbanil |
LORAZEPAM |
Lorium
Lorax
Mesmerin |
|
CLONAZEPAM |
Rivotril |
|
|
Entre os
benzodiazepínicos os mais usados como coadjuvantes
no tratamento do Pânico têm sido o Alprazolam, o
Clonazepam e o Bromazepam, nessa ordem de
preferência e eficácia. Para o Alprazolam as doses
diárias variam de 2 a 4 mg/dia, a mesma do
Clonazepam. Para o Bromazepam recomenda-se de 6 a 12
mg/dia.
Para referir:
Ballone GJ - Tratamento da Síndrome do
Pânico, in. PsiqWeb, internet, disponível em
www.psiqweb.med.br, revisto em 2005
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